Frei Neylor Jose Tonin -  Psicologia e Espiritualidade
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52. Em louvor de Maria

Que ventura louvar-te, ó Maria, cheia de graça, mãe de Jesus e mãe do nosso Deus, senhora da humildade e do silêncio, virgem rescendente de encanto e formosura, vida feita oração, ternura e serviço, honra do nosso povo e glória dos eleitos!

Bendita és tu entre as mulheres e bendito é o fruto do teu ventre, Jesus!

Tu és a Eva verdadeira concebida sem pecado, a companheira de Cristo no Calvário e co-redentora da salvação, a assunta pelos anjos ao céu e nossa advogada junto a Deus. Medianeira de todas as graças, és a mulher que sofreu mas não pecou, a mãe que deu a luz mas não perdeu a virgindade, a pureza sem jaça, a beleza espiritual sem rugas.

Bendita és tu entre as mulheres e bendito é o fruto do teu ventre, Jesus!

Na simplicidade de tua vida santa e recatada, não buscaste o protagonismo dos palcos estelares nem a vaidade de tua condição única e singular. Pelo contrário, passaste pela vida no silêncio, cultivando teu amor de mãe, encantado e sofredor, deixando ao filho os aplausos do milagre e a força do evangelho.

Bendita és tu entre as mulheres e bendito é o fruto do teu ventre, Jesus.

Nós te louvamos, ó santa mãe de Deus e nossa mãe, porque não te revoltaste diante das surpresas do presépio, nem te negaste à dor de proteger teu filho no exílio. Quando o anjo, em nome de Deus, te convidou, para seres a mãe daquele que nos salvaria, ofereceste teu corpo como templo íntegro e santo e tua vontade, sem condições, como consagração de escrava.

Bendita és tu entre as mulheres e bendito é o fruto do teu ventre, Jesus!

Não és apenas a "toda bela" e a "mãe do divino amor", és também a "virgem sem medo" e a "rainha dos mártires". Aos pés da cruz, permaneceste inteira e impotente, enquanto teu Filho gritava aos céus e rendia seu espírito. Depois, recebeste seu corpo, sem vida, nos braços e te tornaste a pietà de nossa dor e veneração. Teu coração, que conservava seus gestos e palavras, confiava, agora, e esperava em sua ressurreição. A piedade chamou-te de virgem do silêncio e da soledade, e nós, na admiração, te louvamos e rezamos com o anjo Gabriel:

Bendita és tu entre as mulheres e bendito é o fruto do teu ventre, Jesus!

Salve, Maria, mãe de Deus e nossa mãe! Bendita és tu entre as mulheres e bendito é o fruto do teu ventre, Jesus! Rogai por nós, pecadores, agora e na hora de nossa morte! Se somos uma igreja feliz por ter um tão grande salvador, somos também uma comunidade de fé alegre e confiante por ter uma tão grande mãe, linda, rica, cheia de graça e beleza, senhora dos anjos e dos homens, virgem puríssima e porta do céu, refúgio dos pecadores, saúde dos enfermos e rainha da paz, consoladora dos aflitos, rosa mística e escrava do Deus altíssimo, ó Maria!

Amém.

Editora Vozes
 
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