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No filme A Força de Viver, um jovem atleta, campeão de
muitas competições, perde uma perna num acidente de moto
e entra em grande depressão, reclamando de Deus por seu infortúnio.
Ninguém consegue reanimá-lo, nem mesmo o padre. Até
que, numa Clínica de Fisioterapia, encontra, numa cadeira de rodas,
um senhor, sem as duas pernas, que lhe diz:
- Pode-se perder uma perna, pode-se perder a própria vida, e tudo
pode ser um desastre. Só não se pode perder um instante
de viver.
Mais vale, certamente, uma pessoa sem pernas, que aproveita a graça
de viver e tem um ideal forte de vida, que uma pessoa, com pernas, mas
perdida, sem saber bem para onde elas o conduzem. Perder as pernas que,
por si sós, são importantes para tantas coisas, não
mutila nem enriquece a postura interior das pessoas diante da vida (cf.
Mc 9,42-47).
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